quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ULTIMA OFICINA!!!!

hoje, 16/11, será realizada a última Oficina de Dança do Projeto, no 
Ponto de Cultura Vila das Artes, das 15 às 17h.


inscrições aqui no BLOG!!!!

domingo, 13 de novembro de 2011

Paralelos e redondos corporais: a experência da bola suíça no corpo que busca edificar-se

Instabilidade.

Linhas curvas.

Eixo móvel.

Inconstância constante.


Estabilidade no equilíbrio, 
equilíbrio que reequilibra e busca o centro.

Eu busco o centro.





As periferias buscam as linhas,

Estáveis,

Opostas em sua direção,

Semelhantes na intenção: não permitir a queda involuntária.







As linhas saem em diagonal do centro de gravidade, buscam apoio no infinito, no entanto permitem que o corpo continue no movimento.





O movimento quer ir de encontro à gravidade. 
A bola evidencia  este encontro, levando o corpo em curvas. 
As linhas externas, imaginárias e atuantes, permitem com que este encontro se prolongue e permaneça, pelo tempo que elas, linhas retas estáveis, conseguirem conduzir as curvas, instáveis, pelo espaço.


A sensação da queda acalenta o corpo, com a ajuda das linhas, que não permitem que a queda, de fato, aconteça.


As linhas permitem que o corpo se desloque, se desequilibre constantemente, gerando um fluxo contínuo de movimento. Permitem ao corpo vivenciar, conscientemente, seu estado desequilibrante, pois está seguro pela ação das linhas, como margens de um rio selvagem.


As linhas vão ao encontro do infinito para permitir que meu corpo fique em mim.
Presente. Pesado. 
((g)).

sábado, 12 de novembro de 2011

oficinas de assistência coreográfica

Em breve, as novas datas da oficina de assistência coreográfica estarão disponíveis no blog.
Temos confirmada a participação de:

-  Giro 8 Cia de Dança
-  Alunos do CEP Basileu França
 - Dúplice
- Grupo Contato

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Algumas impressões sobre a oficina de Assistência Coreográfica com o Núcleo de Dança Energia - por JOÃO GROSS

Quero ressaltar aqui que são alguns apontamentos e temas que me vieram durante a observação do trabalho realizado na oficina. De maneira muito cuidadosa Bearlz nos instiga com o seu olhar. A maneira como ela identifica e constrói um discurso que se faz dança pela idéia da construção e da habitação. Pelo seu olhar o discurso metafísico da tal "dicotomia" corporal se esvai. Ali não se tem um corpo, se É corpo. O corpo não é visto como um arcabouço em que contém algo, uma alma, mas sim ele é em si sua totalidade, um terreno vasto, complexo. Tal complexidade vai se abrindo e se construindo. Assim é, pela construção que habitamos o que em nós se faz presente: o movimento. Não se trata do "que" do movimento, mas o "como". Este "como mover" se aplica na diferença pois, cada um a partir da sua experiência e vivência constrói uma poética do agir, da ação (potência e vigor de transformação) instaurando nesta construção a sua habitação. Ser movimento, ser dança seria habitar o gesto que se constrói? Diferente de um processo coercitivo/corretivo, Bearlz pontua que não existe o errado e sim diferentes maneiras de realizar (construir) movimento!
O corpo passando por este olhar numa perspectiva individual se fundamenta nos pilares de edificacão, ou seja, quando trabalhamos com esses princípios solidificamos sensações e experiências que de alguma maneira serão acessadas mais rapidamente.
Outro ponto importante observado na oficina foi destacar o princípio da transferência como fundamento para o trabalho (o ponto inicial do olhar) do movimento.
Seria a transferência o fundamento do estudo do movimento?
Desde o início, aprendemos a transferir o peso do nosso corpo. Talvez seja uma das primeiras relações que temos com o movimento. O caminhar se caracteriza por sua complexidade dada aos cruzamentos neuro-motor de impulso/reflexo desta simples ação, dita como básica.
A transferência se caracterica num corpo em queda/desequilíbrio. Doris Humphrey (um dos pioneiros da segunda geracão da dança moderna americana) compreendia o movimento como um arco entre duas mortes. Para ele o corpo na horizontal ou na vertical era a morte/repouso do movimento mas, essa passagem (caracterizada pelo caminhar) de um estado ao outro era o mover.
Essas foram algumas das fortes impressões que tenho ao observar Bearlz trabalhando com o Grupo Energia. O objetivo é compartilhar idéias, e com isso dialogarmos dentro deste generoso olhar ao qual pude experienciar. Muito obrigado!