quinta-feira, 20 de outubro de 2011

OFICINA DE ASSISTÊNCIA COREOGRÁFICA


Está agendada a próxima data para a 
Oficina de Assistência Coreográfica:

Grupo participante: Giro 8 Cia de Dança
 data/hora:   22/10/2011 - 10 às 14h

local:  Núcleo de Dança Energia

R 22, 697 - Setor Oeste
Goiânia, GO | CEP: 74120-130
(próximo ao supermercado EXTRA da Av. D)
 

                        (62) 3285-2656            www.energianucleodedanca.com.br

até mais!!


Obs: lembrando que os inscritos não precisam, necessariamente, permanecer o período todo na oficina.

Um comentário:

  1. Algumas impressões sobre a oficina de Assistência Coreográfica com o Núcleo de Dança Energia.
    Quero ressaltar aqui que são alguns apontamentos e temas que me vieram durante a observação do trabalho realizado na oficina. De maneira muito cuidadosa Bearlz nos instiga com o seu olhar. A maneira como ela identifica e constrói um discurso que se faz dança pela idéia da construção e da habitação. Pelo seu olhar o discurso metafísico da tal "dicotomia" corporal se esvai. Ali não se tem um corpo, se É corpo. O corpo não é visto como um arcabouço em que contém algo, uma alma, mas sim ele é em si sua totalidade, um terreno vasto, complexo. Tal complexidade vai se abrindo e se construindo. Assim é, pela construção que habitamos o que em nós se faz presente: o movimento. Não se trata do "que" do movimento, mas o "como". Este "como mover" se aplica na diferença pois, cada um a partir da sua experiência e vivência constrói uma poética do agir, da ação (potência e vigor de transformação) instaurando nesta construção a sua habitação. Ser movimento, ser dança seria habitar o gesto que se constrói? Diferente de um processo coercitivo/corretivo, Bearlz pontua que não existe o errado e sim diferentes maneiras de realizar (construir) movimento!
    O corpo passando por este olhar numa perspectiva individual se fundamenta nos pilares de edificacão, ou seja, quando trabalhamos com esses princípios solidificamos sensações e experiências que de alguma maneira serão acessadas mais rapidamente.
    Outro ponto importante observado na oficina foi destacar o princípio da transferência como fundamento para o trabalho (o ponto inicial do olhar) do movimento.
    Seria a transferência o fundamento do estudo do movimento?
    Desde o início, aprendemos a transferir o peso do nosso corpo. Talvez seja uma das primeiras relações que temos com o movimento. O caminhar se caracteriza por sua complexidade dada aos cruzamentos neuro-motor de impulso/reflexo desta simples ação, dita como básica.
    A transferência se caracterica num corpo em queda/desequilíbrio. Doris Humphrey (um dos pioneiros da segunda geracão da dança moderna americana) compreendia o movimento como um arco entre duas mortes. Para ele o corpo na horizontal ou na vertical era a morte/repouso do movimento mas, essa passagem (caracterizada pelo caminhar) de um estado ao outro era o mover.
    Essas foram algumas das fortes impressões que tenho ao observar Bearlz trabalhando com o Grupo Energia. O objetivo é compartilhar idéias, e com isso dialogarmos dentro deste generoso olhar ao qual pude experienciar. Muito obrigado!

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